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A Igreja, o Mercado e as Feiras Segmentadas
A Igreja, do ponto de vista de segmento social, é o setor que reúne mais pessoas com o mesmo interesse comum. Os “produtos” de uma instituição religiosa são sua identidade, sua missão, suas obras e seu carisma, entre outros. Para que este segmento possa exercer sua missão pastoral, criou-se uma estrutura de mercado formada para atender as necessidades do Clero e dos seguidores da religião. Material para liturgia, arte sacra, paramentos, arquitetura religiosa, móveis e equipamentos para igrejas, enfim, tudo o que é necessário para abastecer o segmento religioso é produzido por um segmento de mercado. Mesmo identificadas com os princípios religiosos, as empresas deste setor necessitam de ferramentas administrativas para exercer seu papel com zelo e responsabilidade. Com a ética que o setor exige, o mar-keting, ferramenta tão identificada com o mercado de capitais, é, também, uma necessidade da Igreja. Entre as ferramentas do marketing estão as feiras segmentadas, setor que cresce em todo canto do mundo.
As chamadas feiras religiosas, onde os empresários do setor e segmentos da igreja se reúnem para divulgação conjunta do segmento, já somam mais de 50 em todo o mundo. Além da Koinè, na Itália, maior do gênero no mundo e apoiada pela conferência episcopal local, nos Estados Unidos a Catholic Marketing Network (CMN) é o principal evento. Na Áustria a feira é a Glória; na Polônia é a Sacro Expo, além da feira Ecclesia, na Alemanha. No Brasil, a ExpoCatólica é referência para todo o continente e contribui para a promoção do segmento católico com participação do mercado, da mídia e de entidades pertencentes à Igreja, como os centros de turismo religioso e as vocações, por meio de congregações e comunidades.
A participação em feiras e eventos corporativos cresce no Brasil e no mundo e os profissionais de marketing das grandes corporações têm uma opinião cada vez melhor sobre as feiras e exposições. É o que revela o 5º relatório anual EventView – entidade que pesquisa as tendências globais de eventos. O estudo mostra que 63,5% dos profissionais de marketing entrevistados gastam mais em feiras e exposições do que em outros tipos de eventos (comparado com 38% no estudo do ano anterior). Além disso, dois terços dos entrevistados afirmaram que acreditam que as feiras oferecem o melhor retorno do investimento de todos os tipos de mídias, mesmo que em médio e longo prazos.
As feiras também estão no topo do ranking em termos do retorno do investimento, seguidas de perto pelas conferências. Nas Américas, o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking de organização de eventos, perdendo apenas para o Canadá e Estados Unidos. São realizados no Brasil cerca de 350 mil eventos, dos quais se destacam as grandes feiras de negócios de setores segmentados, realizadas anualmente em vinte cidades brasileiras pelos promotores de feiras ligados à UBRAFE - União Brasileira dos Promotores de Feira, entidade que organiza o setor. Estima-se que a indústria de eventos brasileira cresce 12% ao ano. A cadeia de eventos no país envolve 80 milhões de participantes, gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos, impactando mais de 56 setores da economia. No mundo, essa cifra é estratosférica: US$ 4 trilhões anuais, empregando 255 milhões de pessoas.
Esses números são tão relevantes que, recentemente, a indústria de feiras e eventos foi reconhecida oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), e, pela primeira vez na história, incluída como categoria econômica diferenciada no “Padrão Internacional de Classificação de Atividades Econômicas”. Isto mostra a grandeza e o crescimento do investimento em feiras e eventos corporativos. “O marketing promocional de eventos é uma das melhores ferramentas de comunicação mercadológica, que permite aproximar a marca ao cliente, em que o público pode sentir e testar o produto”, afirma o diretor da Feira & Cia Eventos, Anselmo Carvalho. “Participar de feiras e eventos corporativos requer profissionalismo para fazer dessa ocasião um referencial de sucesso, gerando oportunidades e retorno sobre o investimento e a forte tendência é focar o return on customer (gerir o valor do cliente). O profissional tem que estar muito bem preparado para aprimorar e aumentar seus conhecimentos e poder competir nesse mercado”, completa o diretor.
Feira é uma das ferramentas de marketing utilizada para a promoção de produtos e/ou serviços para a ampliação da carteira de clientes e exposição direta para compradores e fornecedores potenciais. Estes são os principais objetivos das empresas e entidades ao participar de uma feira segmentada, evento que reúne, num mesmo local, empresários e profissionais de um determinado setor.
As feiras são os meios mais econômicos de fazer negócios e lançar produtos no mercado, pois proporcionam ao expositor uma aproximação face a face com potenciais compradores nacionais e internacionais, de forma eficiente, ágil e inteligente. Em termos comerciais e práticos, as feiras proporcionam condições de negociação imediata dos produtos e serviços expostos e a possibilidade de criar um intercâmbio comercial permanente, aumentando consideravelmente a carteira de clientes de uma empresa ou entidade. Através das feiras, um setor pode mostrar ao mundo o grau, a variedade e as características de sua produção ou a oferta de determinado serviço, e ainda demonstrar o desenvolvimento de sua estrutura econômica, financeira e social na exposição de serviços e bens de consumo e de capital. As feiras constituem ótima oportunidade de aproveitamento da relação custo x benefício se a empresa ou a entidade planejar criteriosamente sua participação no evento pretendido. Por isso, é necessário realizar levantamento minucioso das variáveis que podem conduzir a uma tomada de decisão adequada, onde a melhor opção é a feira do setor em que se atua.